Há quanto tempo não há tenho!
Remôo agora as teias espectrais e inexistentes de meus dedos
E escrevo agora a poesia que redimirá tantos meses longe das letras.
A inspiração chega à mente
Como uma onda do mar chega a praia, a maré beijando o dorso da areia
O universo inteiro em expansão, o amor ocorrendo nas altas horas da noite
Não me chega a ser um apocalipse pessoal
Não mais escrever como escrevia antes
É apenas um dilúvio da mente, alagando as idéias, arrebentando os sentidos
Digo o que penso agora
Sobre o que não tenho a dizer. Terapia pessoal e única.
Para todo mal no peito, uma cura na boca. Para todo mal na escrita, uma cura na palavra.