Fenecerei sobre um vale
Triste e ao por do sol
Como tomba uma arvore sobre o chão
Como desabo todo dia cansado
Sobre o meu colchão.
Espalharei meus frutos
Minhas ramagens, pelo chão
Meus amores oriundos
De tanta paixão
Cultivada e vivida.
Morrerá meu corpo
Gélido, limitado, humano
E voará mi alma plenamente
Como um avião de papel
De um menino entardecendo.