quinta-feira, 30 de setembro de 2010

UNTITLED

E é como irrompe na garganta o grito
E se torna belo o que antes era feio
Que surge essa eterna verdade:
Pra morrer de amar basta estar vivo
E ter um coração que pulse no peito

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lamentos do Sol

Lamentos do sol
Eu ainda os ouço.
O vento solar – ó, meu bom deus!
Os ventos solares – amém.
O fogo alaranjado da estrela maior
Aquecendo a vida humana!

Ao norte marte.
Mate o rei,
Mate.

As réstias de lua que se põe por de trás de nuvens vermelhas
Na madrugada
Eu sei que tudo ainda está emerso
No silencio sepulcral do infinito espaço

O som não existe por aqui
Eu falo ninguém ouve
Deus mora por aqui

O diabo morreu num anel de júpiter.

Sussurra uma estrela um clarão de morte
Que será visto em quatro anos

Morte eterna, atrasada pela distancia.

Tempo e espaço
Colidem no céu.

Venus implode.

O sol não se move
A terra se move, mas o tempo
Passa
O mundo acaba
E ainda nem é hora do almoço.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Manifesto Único

As armas rumam por entre as carnes incertas
Daqueles que chamamos de inimigos.
Um tumulto não ascende para o caos
Apenas pela ordem de destruição evocada pelas mentes insatisfeitas
É preciso uma rebelião em si próprio
Antes de impregnar-se com os preceitos melancólicos de uma ideologia
A chama que nasce como uma fagulha no ar
Pode vir a tornar-se um incêndio
Só é preciso queimar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aurora

Olhe esta luz rara
Que no céu negro debutou
Incrementando em chamas claras
O dia que inda não raiou
É a aurora, que em tua beleza sacra
Me ilumina em seu esplendor.

sábado, 11 de setembro de 2010

Apocalipse

No dia em que um panteão de nuvens vermelhas como o sangue da ferida aberta nascer do horizonte quadrado de uma jaula,

Em que a chuva caiará por sobre a terra não com seu típico tom de melancolia por sobre as pessoas estáticas, mas sim com um tom atípico de jocosidade

E o sol, esse gigantesco orbe de luz e desespero eclipsado pousar sobre o mar com um aspecto mais gélido

E até a lua se levantar não trazendo o rumor dos oceanos e a escuridão dos amantes, mais sim uma tempestade caustica de luz branca e ventos sólidos

Será esse o ultimo dia do homem na terra.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Elegia Incompleta / Outono

Morro de amar mais do que jamais pude
Ao te ver caminhar em minha tão infeliz vista
O céu é negro, o mar é azul
And the sky is full of stars, for me and you.

Teus olhos são como dois pingos de chuva
Caídos no esplendor do campo de teu rosto
Perto do meu peito, há um declive
I will kill my self when you leave.

Desejo-te com o ardor de um adolescente
Mesmo sabendo que tu não me queres
Mas meu coração continuará te amando, isso eu sei
I love you, baby, but you’re so far away...

[…]

O céu entrecorta-se com raios do sol
Que se põe ao raiar da escuridão
O galho de uma arvore seca e retorcida
Pousado na calçada, representa a solidão

Meus olhos perdem-se nesse devaneio de folhas
E o escuro da noite envolve-me aos poucos
O mundo tem estações, a vida tem fases
Os céus estão limpos, os troncos estão ocos.