Há quanto tempo não há tenho!
Remôo agora as teias espectrais e inexistentes de meus dedos
E escrevo agora a poesia que redimirá tantos meses longe das letras.
A inspiração chega à mente
Como uma onda do mar chega a praia, a maré beijando o dorso da areia
O universo inteiro em expansão, o amor ocorrendo nas altas horas da noite
Não me chega a ser um apocalipse pessoal
Não mais escrever como escrevia antes
É apenas um dilúvio da mente, alagando as idéias, arrebentando os sentidos
Digo o que penso agora
Sobre o que não tenho a dizer. Terapia pessoal e única.
Para todo mal no peito, uma cura na boca. Para todo mal na escrita, uma cura na palavra.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Sempre.
Que minhas magoas, meus pesares
Meu passado e meu presente
Tudo que engloba minha vida
E tudo que minha vida engloba
Se resuma a esse momento
Em que cravo meu olhar em ti
Fito tua alma, serena e bela
Teus olhos estáticos
Duas chamas vivas de luz
Na imersão sepulcral da noite.
O mundo, por um instante,
Parece fazer sentido
As nuvens, o ar, as estrelas
Parecem existir apenas para nós
E o simples ressoar de uma boca
Dizendo ‘eu te amo’
É a única coisa que importa
Numa hora dessas.
Meu passado e meu presente
Tudo que engloba minha vida
E tudo que minha vida engloba
Se resuma a esse momento
Em que cravo meu olhar em ti
Fito tua alma, serena e bela
Teus olhos estáticos
Duas chamas vivas de luz
Na imersão sepulcral da noite.
O mundo, por um instante,
Parece fazer sentido
As nuvens, o ar, as estrelas
Parecem existir apenas para nós
E o simples ressoar de uma boca
Dizendo ‘eu te amo’
É a única coisa que importa
Numa hora dessas.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Versos de Ouro
Ouço
Um lamento inconstante, vertigens do vento
Medo
Domina-me, nesta hora de desalento
Sinto
Algo subir em mim neste momento
Aplacando
A ferida no peito, o sofrimento
Doloroso
Da minha alma em devaneios lentos
São
As feridas, os medos mais amenos
Que
Acometem a fronte neste raro tempo
Em
Que a vida vai se escorrendo
Através
De um devaneio, devaneio dos ventos.
Um lamento inconstante, vertigens do vento
Medo
Domina-me, nesta hora de desalento
Sinto
Algo subir em mim neste momento
Aplacando
A ferida no peito, o sofrimento
Doloroso
Da minha alma em devaneios lentos
São
As feridas, os medos mais amenos
Que
Acometem a fronte neste raro tempo
Em
Que a vida vai se escorrendo
Através
De um devaneio, devaneio dos ventos.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
UNTITLED
E é como irrompe na garganta o grito
E se torna belo o que antes era feio
Que surge essa eterna verdade:
Pra morrer de amar basta estar vivo
E ter um coração que pulse no peito
E se torna belo o que antes era feio
Que surge essa eterna verdade:
Pra morrer de amar basta estar vivo
E ter um coração que pulse no peito
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Lamentos do Sol
Lamentos do sol
Eu ainda os ouço.
O vento solar – ó, meu bom deus!
Os ventos solares – amém.
O fogo alaranjado da estrela maior
Aquecendo a vida humana!
Ao norte marte.
Mate o rei,
Mate.
As réstias de lua que se põe por de trás de nuvens vermelhas
Na madrugada
Eu sei que tudo ainda está emerso
No silencio sepulcral do infinito espaço
O som não existe por aqui
Eu falo ninguém ouve
Deus mora por aqui
O diabo morreu num anel de júpiter.
Sussurra uma estrela um clarão de morte
Que será visto em quatro anos
Morte eterna, atrasada pela distancia.
Tempo e espaço
Colidem no céu.
Venus implode.
O sol não se move
A terra se move, mas o tempo
Passa
O mundo acaba
E ainda nem é hora do almoço.
Eu ainda os ouço.
O vento solar – ó, meu bom deus!
Os ventos solares – amém.
O fogo alaranjado da estrela maior
Aquecendo a vida humana!
Ao norte marte.
Mate o rei,
Mate.
As réstias de lua que se põe por de trás de nuvens vermelhas
Na madrugada
Eu sei que tudo ainda está emerso
No silencio sepulcral do infinito espaço
O som não existe por aqui
Eu falo ninguém ouve
Deus mora por aqui
O diabo morreu num anel de júpiter.
Sussurra uma estrela um clarão de morte
Que será visto em quatro anos
Morte eterna, atrasada pela distancia.
Tempo e espaço
Colidem no céu.
Venus implode.
O sol não se move
A terra se move, mas o tempo
Passa
O mundo acaba
E ainda nem é hora do almoço.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Manifesto Único
As armas rumam por entre as carnes incertas
Daqueles que chamamos de inimigos.
Um tumulto não ascende para o caos
Apenas pela ordem de destruição evocada pelas mentes insatisfeitas
É preciso uma rebelião em si próprio
Antes de impregnar-se com os preceitos melancólicos de uma ideologia
A chama que nasce como uma fagulha no ar
Pode vir a tornar-se um incêndio
Só é preciso queimar.
Daqueles que chamamos de inimigos.
Um tumulto não ascende para o caos
Apenas pela ordem de destruição evocada pelas mentes insatisfeitas
É preciso uma rebelião em si próprio
Antes de impregnar-se com os preceitos melancólicos de uma ideologia
A chama que nasce como uma fagulha no ar
Pode vir a tornar-se um incêndio
Só é preciso queimar.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Aurora
Olhe esta luz rara
Que no céu negro debutou
Incrementando em chamas claras
O dia que inda não raiou
É a aurora, que em tua beleza sacra
Me ilumina em seu esplendor.
Que no céu negro debutou
Incrementando em chamas claras
O dia que inda não raiou
É a aurora, que em tua beleza sacra
Me ilumina em seu esplendor.
sábado, 11 de setembro de 2010
Apocalipse
No dia em que um panteão de nuvens vermelhas como o sangue da ferida aberta nascer do horizonte quadrado de uma jaula,
Em que a chuva caiará por sobre a terra não com seu típico tom de melancolia por sobre as pessoas estáticas, mas sim com um tom atípico de jocosidade
E o sol, esse gigantesco orbe de luz e desespero eclipsado pousar sobre o mar com um aspecto mais gélido
E até a lua se levantar não trazendo o rumor dos oceanos e a escuridão dos amantes, mais sim uma tempestade caustica de luz branca e ventos sólidos
Será esse o ultimo dia do homem na terra.
Em que a chuva caiará por sobre a terra não com seu típico tom de melancolia por sobre as pessoas estáticas, mas sim com um tom atípico de jocosidade
E o sol, esse gigantesco orbe de luz e desespero eclipsado pousar sobre o mar com um aspecto mais gélido
E até a lua se levantar não trazendo o rumor dos oceanos e a escuridão dos amantes, mais sim uma tempestade caustica de luz branca e ventos sólidos
Será esse o ultimo dia do homem na terra.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Elegia Incompleta / Outono
Morro de amar mais do que jamais pude
Ao te ver caminhar em minha tão infeliz vista
O céu é negro, o mar é azul
And the sky is full of stars, for me and you.
Teus olhos são como dois pingos de chuva
Caídos no esplendor do campo de teu rosto
Perto do meu peito, há um declive
I will kill my self when you leave.
Desejo-te com o ardor de um adolescente
Mesmo sabendo que tu não me queres
Mas meu coração continuará te amando, isso eu sei
I love you, baby, but you’re so far away...
[…]
O céu entrecorta-se com raios do sol
Que se põe ao raiar da escuridão
O galho de uma arvore seca e retorcida
Pousado na calçada, representa a solidão
Meus olhos perdem-se nesse devaneio de folhas
E o escuro da noite envolve-me aos poucos
O mundo tem estações, a vida tem fases
Os céus estão limpos, os troncos estão ocos.
Ao te ver caminhar em minha tão infeliz vista
O céu é negro, o mar é azul
And the sky is full of stars, for me and you.
Teus olhos são como dois pingos de chuva
Caídos no esplendor do campo de teu rosto
Perto do meu peito, há um declive
I will kill my self when you leave.
Desejo-te com o ardor de um adolescente
Mesmo sabendo que tu não me queres
Mas meu coração continuará te amando, isso eu sei
I love you, baby, but you’re so far away...
[…]
O céu entrecorta-se com raios do sol
Que se põe ao raiar da escuridão
O galho de uma arvore seca e retorcida
Pousado na calçada, representa a solidão
Meus olhos perdem-se nesse devaneio de folhas
E o escuro da noite envolve-me aos poucos
O mundo tem estações, a vida tem fases
Os céus estão limpos, os troncos estão ocos.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Elegias Desesperadas
I
Sombra
Curvei-me sobre a lápide do meu desejo
E ali estava teu frio cadáver
Apodrecendo sobre a laje profana
De um tumulo qualquer.
Já não a tenho em minhas mãos
E lágrimas salgadas anunciam meu choro
O raio que parte as nuvens não pode me atingir.
Amei-te mais do que pude
E agora que o sol se levanta no horizonte
E a noite vai embora
Percebo que está acrescida a minha sombra
A penumbra da minha morte.
II
Mar
Adentrei a este triste navio
Embarcação de rumos brutos
Mas de navegar suave
Para esquecer-me de ti que me deixou
E lembrar de como era doce o sal de tua boca.
Agora a água colide em mim
E o céu relampeja o choro das nuvens
As lagrimas do céu não abatem minha pele
Mas o teu sorriso e tua pele morena, enroscados em minha memória
Para sempre estarão
Lembro-me de como era bom tê-la comigo
Teu lábio roxo, tua pele de veludo
Teus seios duros, teu corpo rígido
Tua flor de êxtase
Aberta na primavera do prazer
Mas agora estou sozinho
E a escuridão do oceano
Devora-me.
III
Morto
Estou morto
Meu corpo desprendeu-se do invólucro da vida
E estou em queda livre
Tudo é cinza e preto
E sorrisos de desconhecidos inundam minha vista embaçada
Estou velho, lembro disso
E o céu é um eterno desatino de imagens desconexas
Estou morto.
Sombra
Curvei-me sobre a lápide do meu desejo
E ali estava teu frio cadáver
Apodrecendo sobre a laje profana
De um tumulo qualquer.
Já não a tenho em minhas mãos
E lágrimas salgadas anunciam meu choro
O raio que parte as nuvens não pode me atingir.
Amei-te mais do que pude
E agora que o sol se levanta no horizonte
E a noite vai embora
Percebo que está acrescida a minha sombra
A penumbra da minha morte.
II
Mar
Adentrei a este triste navio
Embarcação de rumos brutos
Mas de navegar suave
Para esquecer-me de ti que me deixou
E lembrar de como era doce o sal de tua boca.
Agora a água colide em mim
E o céu relampeja o choro das nuvens
As lagrimas do céu não abatem minha pele
Mas o teu sorriso e tua pele morena, enroscados em minha memória
Para sempre estarão
Lembro-me de como era bom tê-la comigo
Teu lábio roxo, tua pele de veludo
Teus seios duros, teu corpo rígido
Tua flor de êxtase
Aberta na primavera do prazer
Mas agora estou sozinho
E a escuridão do oceano
Devora-me.
III
Morto
Estou morto
Meu corpo desprendeu-se do invólucro da vida
E estou em queda livre
Tudo é cinza e preto
E sorrisos de desconhecidos inundam minha vista embaçada
Estou velho, lembro disso
E o céu é um eterno desatino de imagens desconexas
Estou morto.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Soneto da Literatura
*o primeiro soneto que escrevi*
Voe, além do que se limita
Seja homem ou criança
Seja guerra, ou dança
Seja silencio ou poesia
Ande, alem do que se vê
Viaje o mundo ou sua casa
Entre na cova funda ou na rasa
Sinta a morte grata que um dia vai ter
Solte os panos que seguram a vela
Solte os homens para que voltem à esposa bela
Pegue um livro grosso e começo-o a ler
Leia-o com determinação de ferro
Pois é o ultimo amigo que de perto
Te verá em leito solitário perecer
Voe, além do que se limita
Seja homem ou criança
Seja guerra, ou dança
Seja silencio ou poesia
Ande, alem do que se vê
Viaje o mundo ou sua casa
Entre na cova funda ou na rasa
Sinta a morte grata que um dia vai ter
Solte os panos que seguram a vela
Solte os homens para que voltem à esposa bela
Pegue um livro grosso e começo-o a ler
Leia-o com determinação de ferro
Pois é o ultimo amigo que de perto
Te verá em leito solitário perecer
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A Morte do Poeta
Versos e versos de pura poesia
Maior das artes, desde a medicina
Deixou este homem, em tua morbidez massiva.
Está morto ele, em tua profunda elegia
A que chamaremos agora pelo nome de vida.
Soam os clarins que anunciam
O poeta está morto
Mais já raia o dia.
Maior das artes, desde a medicina
Deixou este homem, em tua morbidez massiva.
Está morto ele, em tua profunda elegia
A que chamaremos agora pelo nome de vida.
Soam os clarins que anunciam
O poeta está morto
Mais já raia o dia.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Guerrilha
Vento ao norte
Navio em poupa
Uma canção na viola
Olhos na lua
Terra árida
Refugio na praia
Faíscas de fogueira
No ar
Um cheiro de carne
De porco ou bode
Um barulho de amor
Ocorrendo numa tenda
Um sol nu
Que se fixa escaldante
No topo do céu
Na hora em que firma a manhã
Um galope torto
Um grunhido avantajado
Fuzis disparam balas
Corpos mortos caem como maçãs
O gemido da vitoria é longo
A desgraça do derrotado maior
A noite tinge o céu
É a historia está escrita.
Navio em poupa
Uma canção na viola
Olhos na lua
Terra árida
Refugio na praia
Faíscas de fogueira
No ar
Um cheiro de carne
De porco ou bode
Um barulho de amor
Ocorrendo numa tenda
Um sol nu
Que se fixa escaldante
No topo do céu
Na hora em que firma a manhã
Um galope torto
Um grunhido avantajado
Fuzis disparam balas
Corpos mortos caem como maçãs
O gemido da vitoria é longo
A desgraça do derrotado maior
A noite tinge o céu
É a historia está escrita.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Elegia Eclipsada
I
Esconde-se o sol atrás das montanhas
E meu amor dorme no leito dos céus apagados
O rumor dos pássaros atravessa as frias barreiras de minha janela
Mas bate e se espatifa no meu semblante frio e chocado
Que ergue envolto em um branco pano manchado de virgem sangue
A mulher de minha vida, a quem nunca pude tocar
Debruço meus lábios fervorosos sobre teu inanimado cadáver
E penso em como injusta é a malévola sombra do Senhor
Que do alto de tua nuvem, lançara á terra a esguia figura da mais bela mulher
E bem quando este deturpado abismo de homem deitara-se com a mesma
Para arrancar de teu pulsante coração algumas réstias de prazer
Arrancou-a das impetuosas e frigidas mãos deste que vos fala
E fez se ouvir tua gargalhada diante de minha expressão
Na forma com que a lua pairava nos pacatos olhos de minha amada
II
Fecundo em meu ser uma esperança de morrer breve
Pois sentido em minha vida já não encontro
Desejo a paz de espírito na inexistência do ser
Olho para o céu, e vejo uma arma na cabeceira
Antes que eu pegue-a, já não sou o que era antes
É a morte absoluta, impregnando-se em minha alma
Não a depressão, esta passageira morte da alegria
Ou o suicido, a constante morte do ser
Digo a morte de minha vida
Meu nome, meus escriturários
Como se jamais houvesse sido concebido
Pelo sêmen calcado no ventre morto de minha mãe
Fingir que por este mundo ingrato e doloroso jamais passei
E alçar aos céus sublimados
Para as estrelas corroídas pelo tempo e pela lógica
Que me confortarão em teus irreais seios tal como me confortava a amada.
Chego então até a arma.
Mas já não sou homem, como disse antes
Sou uma inconstância, uma incoerência
Um feto apagado na porta do útero
Sinto-me bem, no entanto
E quando o céu de minha boca arde em graus que nem o sol pode medir
Sinto que a paz incorpora-se em minha vida
E enquanto derrapo para o chão frio de meu apartamento
Olho para a parede descascada pelo tempo uma ultima vez
E descubro que a vida é bela, enquanto o sangue cobre-me a nudez.
Esconde-se o sol atrás das montanhas
E meu amor dorme no leito dos céus apagados
O rumor dos pássaros atravessa as frias barreiras de minha janela
Mas bate e se espatifa no meu semblante frio e chocado
Que ergue envolto em um branco pano manchado de virgem sangue
A mulher de minha vida, a quem nunca pude tocar
Debruço meus lábios fervorosos sobre teu inanimado cadáver
E penso em como injusta é a malévola sombra do Senhor
Que do alto de tua nuvem, lançara á terra a esguia figura da mais bela mulher
E bem quando este deturpado abismo de homem deitara-se com a mesma
Para arrancar de teu pulsante coração algumas réstias de prazer
Arrancou-a das impetuosas e frigidas mãos deste que vos fala
E fez se ouvir tua gargalhada diante de minha expressão
Na forma com que a lua pairava nos pacatos olhos de minha amada
II
Fecundo em meu ser uma esperança de morrer breve
Pois sentido em minha vida já não encontro
Desejo a paz de espírito na inexistência do ser
Olho para o céu, e vejo uma arma na cabeceira
Antes que eu pegue-a, já não sou o que era antes
É a morte absoluta, impregnando-se em minha alma
Não a depressão, esta passageira morte da alegria
Ou o suicido, a constante morte do ser
Digo a morte de minha vida
Meu nome, meus escriturários
Como se jamais houvesse sido concebido
Pelo sêmen calcado no ventre morto de minha mãe
Fingir que por este mundo ingrato e doloroso jamais passei
E alçar aos céus sublimados
Para as estrelas corroídas pelo tempo e pela lógica
Que me confortarão em teus irreais seios tal como me confortava a amada.
Chego então até a arma.
Mas já não sou homem, como disse antes
Sou uma inconstância, uma incoerência
Um feto apagado na porta do útero
Sinto-me bem, no entanto
E quando o céu de minha boca arde em graus que nem o sol pode medir
Sinto que a paz incorpora-se em minha vida
E enquanto derrapo para o chão frio de meu apartamento
Olho para a parede descascada pelo tempo uma ultima vez
E descubro que a vida é bela, enquanto o sangue cobre-me a nudez.
domingo, 22 de agosto de 2010
Soneto Diamantino
Dispersam-se as múltiplas feras
Entoando em único canto teus gritos
De montes descomunais vindos
Dos tempos de aurora da terra
Põe se o sol por de trás das montanhas
Graciosas imagens no frio crepúsculo
Que se estende no horizonte sem curso
E adentra ao céu pelas tuas cinzas entranhas
Exalam bocas frias quentes nuvens de calor
Que se desprendem com fugaz graça das gargantas
E que se evoca na pele daqueles que tem amor
E enquanto vejo como é belo o sol que se levanta
Pulsa no meu peito infinita dor
Daquele que não é amado, mas no entanto ama.
Entoando em único canto teus gritos
De montes descomunais vindos
Dos tempos de aurora da terra
Põe se o sol por de trás das montanhas
Graciosas imagens no frio crepúsculo
Que se estende no horizonte sem curso
E adentra ao céu pelas tuas cinzas entranhas
Exalam bocas frias quentes nuvens de calor
Que se desprendem com fugaz graça das gargantas
E que se evoca na pele daqueles que tem amor
E enquanto vejo como é belo o sol que se levanta
Pulsa no meu peito infinita dor
Daquele que não é amado, mas no entanto ama.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mucugê
Hoje não tem poesia. No dia de amanhã, estarei realizando uma das viagens mais aguardadas de minha vida, para a cidade de mucugê no interior baiano. Quando voltar, no domingo de tarde, voltarei a publicar com a mesma frequência de sempre (ou não).
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Soneto da Desilusão
Soneto da Desilusão
Bruscamente cessou-se o contato
Entre a pele minha e pele sua
E por entre os raios da fúnebre lua
Senti no ar um cheiro puro de orvalho
Percebi que havias sumido de meu lado
Mesmo com meu coração esperançoso
Que aparecerias com teu vestido cor de fogo
No vão da porta, para teu amante conciliado
No entanto a espera em vão seria
Pois tua carne morna e calada
Jamais eu novamente sentiria
E enquanto retirava-me da casa violada
Detive-me alguns segundos na sala fria
Contemplando a foto da mulher amada.
Bruscamente cessou-se o contato
Entre a pele minha e pele sua
E por entre os raios da fúnebre lua
Senti no ar um cheiro puro de orvalho
Percebi que havias sumido de meu lado
Mesmo com meu coração esperançoso
Que aparecerias com teu vestido cor de fogo
No vão da porta, para teu amante conciliado
No entanto a espera em vão seria
Pois tua carne morna e calada
Jamais eu novamente sentiria
E enquanto retirava-me da casa violada
Detive-me alguns segundos na sala fria
Contemplando a foto da mulher amada.
sábado, 14 de agosto de 2010
Genesis Poético
Caminha no escuro
Uma trova sem métrica
Em versos absolutos
De pura margem poética
E veio ela quando no mundo
Nem a voz do criador se ouvia
Apresentou-se ao deus mudo
Que proclamou a primeira poesia
Nasceram Eva e Adão
Mas a poesia havia sumido
Existiu durante a escuridão
Sumiu quando a vida foi surgindo
Mas tua ausência foi diminuta
Pois o homem algo almejava
O livre-arbítrio, pelo qual tanto luta
Num proibido fruto já se alcançava
A mulher entregou á Adão
O fruto da arvore melhor
Para degustarem da podridão
De saberem sobre o pior
Deus quando descobriu
De tão inquietante traição
Arquitetou com plano vil
Amaldiçoar a espécie de adão
Expulsou-os da terra maravilhosa
Deu-lhes apenas a labuta de viver
Não mais desfrutavam de terra gloriosa
Mas sim de um mundo que ainda estava no pós-nascer
A raiva do homem exprimiu-se
Na maneira com que amava com tua mulher
Tinha ódio deste deus que disse
Que o renegaria por ser o que é
E toda raça humana acaba sendo
Fruto do embrião da raiva
E a poesia foi renascendo
Para exorcizar a dor que no peito raia
E no fundo de nossos mais vis ideais
Estamos todos querendo derrubá-lo
O homem que fechou para nós os umbrais
Do celeste céu sonhado.
Uma trova sem métrica
Em versos absolutos
De pura margem poética
E veio ela quando no mundo
Nem a voz do criador se ouvia
Apresentou-se ao deus mudo
Que proclamou a primeira poesia
Nasceram Eva e Adão
Mas a poesia havia sumido
Existiu durante a escuridão
Sumiu quando a vida foi surgindo
Mas tua ausência foi diminuta
Pois o homem algo almejava
O livre-arbítrio, pelo qual tanto luta
Num proibido fruto já se alcançava
A mulher entregou á Adão
O fruto da arvore melhor
Para degustarem da podridão
De saberem sobre o pior
Deus quando descobriu
De tão inquietante traição
Arquitetou com plano vil
Amaldiçoar a espécie de adão
Expulsou-os da terra maravilhosa
Deu-lhes apenas a labuta de viver
Não mais desfrutavam de terra gloriosa
Mas sim de um mundo que ainda estava no pós-nascer
A raiva do homem exprimiu-se
Na maneira com que amava com tua mulher
Tinha ódio deste deus que disse
Que o renegaria por ser o que é
E toda raça humana acaba sendo
Fruto do embrião da raiva
E a poesia foi renascendo
Para exorcizar a dor que no peito raia
E no fundo de nossos mais vis ideais
Estamos todos querendo derrubá-lo
O homem que fechou para nós os umbrais
Do celeste céu sonhado.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Horizonte
Uma linha apática se estende por sobre o mar
Separando com punhos de ferro o escuro azul das águas
Dos belicosos umbrais do claríssimo céu
Quando se põe o sol
Tal linha falha
E deixa as réstias de luz banharem-se na beira do mar
Quando chega a noite
O chamado horizonte acaba de sumir
E céu e mar tornam-se juntos
Escuridão.
Separando com punhos de ferro o escuro azul das águas
Dos belicosos umbrais do claríssimo céu
Quando se põe o sol
Tal linha falha
E deixa as réstias de luz banharem-se na beira do mar
Quando chega a noite
O chamado horizonte acaba de sumir
E céu e mar tornam-se juntos
Escuridão.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Imagino
Irmandade e fraternidade imperando por sobre tudo
Mazelas exterminadas pelo bom convívio humano
Amor, em tua mais pura forma, impregnando-se nas pessoas
Gerações em paz, respeito mútuo
Imaginar um cenário assim,
Neste mundo em que vivemos
Oh, doce e irreal sonho!
Mazelas exterminadas pelo bom convívio humano
Amor, em tua mais pura forma, impregnando-se nas pessoas
Gerações em paz, respeito mútuo
Imaginar um cenário assim,
Neste mundo em que vivemos
Oh, doce e irreal sonho!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Chuva
O ar se sente úmido
O céu se encontra vermelho
Pulsam as nuvens como artérias
Escorre a chuva como sangue do transbordado
Cálice da noite.
O céu se encontra vermelho
Pulsam as nuvens como artérias
Escorre a chuva como sangue do transbordado
Cálice da noite.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Lápide
Geme vagarosa, a onda que arrebenta
Em pedras calcadas ao sabor do tempo
Depositadas por entre areias que o sol esquenta
Em turbilhões d’água que inundam o vento
Desprendem-se da estrela os raios solares
Que mastigam a carne humana, vegetal e animal
Que enchem de quente fragor os azulados mares
Que escondem-se na incerteza de uma nuvem abismal
Banham-se nas águas de clareza turva
A gente que todo dia aguarda sua vez
Que só se move para cama quando já se esconde a lua
Que entre casulos de estrelas, repousa tua majestosa palidez
E é neste esplendor de ventos, marés e banhistas
Que se esconde a besta que em todos dará o bote
Pois é na beira do mar que se expira a vida
E embarcamos sem permissão na odisséia para a morte.
Em pedras calcadas ao sabor do tempo
Depositadas por entre areias que o sol esquenta
Em turbilhões d’água que inundam o vento
Desprendem-se da estrela os raios solares
Que mastigam a carne humana, vegetal e animal
Que enchem de quente fragor os azulados mares
Que escondem-se na incerteza de uma nuvem abismal
Banham-se nas águas de clareza turva
A gente que todo dia aguarda sua vez
Que só se move para cama quando já se esconde a lua
Que entre casulos de estrelas, repousa tua majestosa palidez
E é neste esplendor de ventos, marés e banhistas
Que se esconde a besta que em todos dará o bote
Pois é na beira do mar que se expira a vida
E embarcamos sem permissão na odisséia para a morte.
domingo, 8 de agosto de 2010
Peso
Carrego nas costas
O peso de minha vida
Meus anos, meus dias
Meus pecados, meus amigos
Tão felizes agora
Enquanto os admiro a distancia
No garboso por do sol da idade.
O peso de minha vida
Meus anos, meus dias
Meus pecados, meus amigos
Tão felizes agora
Enquanto os admiro a distancia
No garboso por do sol da idade.
Segunda Chance
Ao entrar em meu perfil, perceberá, caso tenha boa vista, dois blogs: Prosa Azul, o embrião, e Manhãs Chuvosas, o resultado. Criei o primeiro na típica intenção do internauta recem-adentrado nos confins interneticos, tentando (sem sucesso) falar de música, futebol, poesia, literatura, e aquelas coisas comuns ao coração frágil e bipolar de um adolescente. Ao perceber que os rumos não iam bem, desisti da empreitada, apaguei todos os (poucos) posts, e parei de atualizar o blog. Com o tempo, no entanto, foi crescendo em meu peito uma vontade de reativá-lo, e dedicá-lo somente a maior de minhas paixões juvenis: A Poesia. Como, como um bom inexperiente, não sei mudar nomes de blogs nem alterar suas configurações, decidi por fim criar este novo projeto, o 'Manhãs Chuvosas', que é, em minha sincera opinião, o melhor momento do dia para ler ou amar.
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