domingo, 24 de outubro de 2010

Sempre.

Que minhas magoas, meus pesares
Meu passado e meu presente
Tudo que engloba minha vida
E tudo que minha vida engloba
Se resuma a esse momento
Em que cravo meu olhar em ti
Fito tua alma, serena e bela
Teus olhos estáticos
Duas chamas vivas de luz
Na imersão sepulcral da noite.
O mundo, por um instante,
Parece fazer sentido
As nuvens, o ar, as estrelas
Parecem existir apenas para nós
E o simples ressoar de uma boca
Dizendo ‘eu te amo’
É a única coisa que importa
Numa hora dessas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Versos de Ouro

Ouço
Um lamento inconstante, vertigens do vento
Medo
Domina-me, nesta hora de desalento
Sinto
Algo subir em mim neste momento
Aplacando
A ferida no peito, o sofrimento
Doloroso
Da minha alma em devaneios lentos
São
As feridas, os medos mais amenos
Que
Acometem a fronte neste raro tempo
Em
Que a vida vai se escorrendo
Através
De um devaneio, devaneio dos ventos.