Ouço
Um lamento inconstante, vertigens do vento
Medo
Domina-me, nesta hora de desalento
Sinto
Algo subir em mim neste momento
Aplacando
A ferida no peito, o sofrimento
Doloroso
Da minha alma em devaneios lentos
São
As feridas, os medos mais amenos
Que
Acometem a fronte neste raro tempo
Em
Que a vida vai se escorrendo
Através
De um devaneio, devaneio dos ventos.
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