Lamentos do sol
Eu ainda os ouço.
O vento solar – ó, meu bom deus!
Os ventos solares – amém.
O fogo alaranjado da estrela maior
Aquecendo a vida humana!
Ao norte marte.
Mate o rei,
Mate.
As réstias de lua que se põe por de trás de nuvens vermelhas
Na madrugada
Eu sei que tudo ainda está emerso
No silencio sepulcral do infinito espaço
O som não existe por aqui
Eu falo ninguém ouve
Deus mora por aqui
O diabo morreu num anel de júpiter.
Sussurra uma estrela um clarão de morte
Que será visto em quatro anos
Morte eterna, atrasada pela distancia.
Tempo e espaço
Colidem no céu.
Venus implode.
O sol não se move
A terra se move, mas o tempo
Passa
O mundo acaba
E ainda nem é hora do almoço.
Gostei do seu Blog, do jeito como você escreve. Achei belíssimos esses "Lamentos do Sol".
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